Review · Lançado em 19 de junho de 2026
EA Sports UFC 6
vale o nocaute?
O melhor jogo de MMA já feito — mas não sem algumas falhas no ground game. Spoiler: sim, vale.
Quase três anos separaram o UFC 5 desse aqui. Três anos. Tempo suficiente pra esperar um salto enorme — e, em grande parte, a EA entregou. O UFC 6 chega com Alex “Poatan” Pereira e Max “Blessed” Holloway na capa, e essa escolha não é por acaso: o jogo foi construído ao redor da ideia de que nenhum lutador deve parecer igual dentro do Octógono.
E sabe o que é curioso? Isso funciona. De verdade. Mas antes de sair gritando que acharam a cura do cancer dos jogos de luta, tem coisa pra conversar.
A grande novidade mecânica se chama Flow State — e é aqui que o UFC 6 mais se diferencia do anterior. Em vez de separar os lutadores apenas por atributos numéricos, o Flow State cria perks e vantagens únicas que são ativadas conforme você joga no estilo daquele lutador. Jogando de Poatan? O sistema te recompensa quando você usa o kickboxing explosivo dele. Jogando de Holloway? A pressão constante e o volume de golpes ativam os bônus.
O sistema de golpes foi reconstruído com a tecnologia Sapien + captura de movimento sem marcadores, o que resulta em animações absurdamente mais fluidas e realistas. Os socos têm peso. Os chutes têm impacto. Você sente a diferença entre um jab flopado e um cruzado no queixo.
O porém? O ground game ficou praticamente no mesmo lugar. A luta no chão — submissões, clinch, grappling — evoluiu pouco desde o UFC 5. Pra quem gosta de jiu-jitsu e wrestling, vai bater aquela frustração de “mais do mesmo”.
Legacy Mode — o modo história — é uma surpresa bem-vinda. Você acompanha Chris Carter, um lutador amador que sonha com o UFC ao lado do seu melhor amigo Danny. Não é um roteiro de Oscar, mas tem aquela energia de “mais uma luta, mais uma conquista” que te prende. Os eventos narrativos saltaram de 40 para mais de 150, com dez vezes mais árvores de diálogo que no UFC 5.
O Hall of Legends é a adição mais inusitada: museus interativos temáticos dedicados a Holloway, Pereira e Zhang Weili, onde você recria lutas históricas com objetivos específicos. Entregar 100 socos em um único round como Holloway contra Kattar? Aguentar a pressão de perna de Pereira contra Jiri? É bizarro… e é muito divertido.
O Modo Carreira ganhou um hub reformulado com foco em preparação física, gerenciamento de mídia e escolhas de bastidor. Na teoria, um salto enorme. Na prática, algumas decisões narrativas ainda parecem genéricas demais.
A tecnologia Sapien Scaling atualizou praticamente cada textura do jogo — tons de pele, shaders de olhos, densidade de cabelo frame a frame. O resultado é impressionante: parece a transmissão ao vivo do ESPN no ringside, não um jogo. Os lutadores se movem e parecem reconhecíveis de imediato.
A trilha sonora? Uma das melhores já colocadas num jogo de luta. “Boom”, “X Gon’ Give It To Ya”, “Crazy Train”… as músicas de entrada são absolutamente certeiras. Dá vontade de parar e curtir só pelo feeling de entrar no Octógono.
- ✓Flow State transforma cada lutador em único
- ✓Visual geração próxima com Sapien Technology
- ✓Golpes em pé mais fluidos e impactantes da série
- ✓Legacy Mode com narrativa imersiva real
- ✓Hall of Legends recriando lutas históricas
- ✓Trilha sonora que te bota no clima de luta
- ✓Modo simplificado — acessível pra iniciantes
- ✓Melhor jogo de UFC já feito até hoje
- ✕Ground game evoluiu muito pouco desde o UFC 5
- ✕Clinch e submissões praticamente iguais ao anterior
- ✕Modo Carreira ainda tem decisões narrativas rasas
- ✕Hall of Legends pode parecer forçado pra fãs casuais
- ✕Sem versão para PC com data confirmada
- ✕Edição Ultimate cheia de DLC e passe de conteúdo
- ✕Evolução tímida pra quem dominou o UFC 5
Edição Standard
Com EA Play
Edição Ultimate
Internacional
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PlayStation Store (Brasil)store.playstation.com · Digital · PS5
Oficial
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Microsoft Storexbox.com · Digital · Xbox Series X/S
Oficial
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Amazon Brasilamazon.com.br · Mídia física e digital
Físico disponível
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Nuuvemnuuvem.com · Chaves digitais · Frequente promoções
Mais barato
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Kabum / Americanas / Magazine LuizaMídia física · Preços variam por loja
Físico
Sim. Mas depende do seu perfil.
Se você é fã de UFC e não jogou nada da série desde o UFC 5 — ou nunca jogou —, o UFC 6 é compra garantida. O salto na apresentação visual, o sistema Flow State e o Legacy Mode fazem desse o melhor ponto de entrada da franquia. R$ 349 é salgado? É. Mas o jogo entrega valor pra quem gosta do esporte.
Se você veio do UFC 5 e domina o ground game, prepare-se para uma decepção específica: o chão mudou pouco. O striking melhorou muito, mas se você é o tipo que prefere finalizar com chave de braço a nocautear… vai sentir falta de evolução onde mais importa pra você.
A Edição Ultimate por R$ 499 só faz sentido se você planeja jogar por anos e quer o Fighter Pass. Pra galera casual, a Standard resolve muito bem.
EA Sports UFC 6 — Excelente, com ressalvas
O melhor jogo de MMA já feito. Striking incrível, visual geração-atual real e modos que adicionam alma à franquia. Perde pontos pelo ground game estagnado e pela Edição Ultimate carregada de passes e DLC. Mas se você quer sentir o gosto do Octógono no sofá, o UFC 6 te dá o nocaute que você estava esperando.
