🧟 Ranking Definitivo · Atualizado em junho de 2026
Todos os Resident Evil
do Pior ao Melhor
(até o RE9)
27 anos de zumbis, mutações biológicas e Leon Kennedy fazendo cara de paisagem em situações absurdas. Rankeamos os 9 jogos numerados da franquia — sem dó, sem nostalgia cega.
🎯 Critério da lista: consideramos apenas os jogos numerados da série principal — do RE1 ao RE9 (Requiem). Spin-offs como Code Veronica, Revelations, Outbreak e remakes contam pontos pra reputação da franquia, mas não entram no ranking numerado. Isso é puramente sobre os jogos com número no título.
Resident Evil não é só uma franquia de games — é praticamente um departamento inteiro da indústria de terror que existe desde 1996. Em quase três décadas, a Capcom já fez a gente passar de “sobreviver com facas de combate e munição contada” pra “Leon S. Kennedy sendo o agente especial mais azarado da história” e voltar de novo pro terror puro.
Rankeamos os 9 jogos numerados da série principal, do pior ao melhor, com base em recepção crítica, impacto cultural e o quanto cada um efetivamente assustou ou divertiu os jogadores. Alguns vão gerar consenso. Outros vão gerar briga nos comentários. É assim que gostamos.
Resident Evil 4 (2005)
Por que é o número 1: Resident Evil 4 não é só o melhor jogo da franquia — é provavelmente um dos melhores jogos já feitos, ponto final. Leon S. Kennedy vai pra uma vila isolada na Europa procurar a filha do presidente e encontra um culto de fanáticos infectados por um parasita controlador de mentes. O jogo reinventou completamente o gênero de ação em terceira pessoa, com câmera over-the-shoulder que virou padrão da indústria pelos 20 anos seguintes. Ganhador de praticamente todo prêmio de GOTY possível em 2005, e ainda hoje é citado como referência de design.
“O jogo que ensinou a indústria inteira como fazer uma câmera over-the-shoulder. Sem exagero.”
Resident Evil 2 (1998)
Por que é o número 2: O jogo que provou que o desastre de Raccoon City não era um caso isolado, e sim o início de uma catástrofe completa. Leon Kennedy (em seu primeiro dia como policial — péssimo timing) e Claire Redfield viram protagonistas icônicos enquanto o Tyrant persegue os dois pela delegacia de polícia infestada de zumbis. O remake de 2019 só reforçou o quanto o design original era atemporal: tensão constante, gerenciamento de recursos brutal e o terror puro de ouvir passos pesados se aproximando no corredor.
“Sua primeira experiência com o Sr. X é trauma de infância pra uma geração inteira de jogadores.”
Resident Evil 7: Biohazard
Por que é o número 3: Depois de RE6 quase afundar a franquia em ação genérica, a Capcom fez algo corajoso: voltou às raízes do terror e mudou TUDO pra primeira pessoa. Ethan Winters procura a esposa desaparecida e acaba preso numa mansão decadente na Louisiana com a família Baker — possivelmente o elenco de vilões mais perturbador da série. O jogo resgatou a identidade de horror puro que a franquia tinha perdido, e o suporte a VR tornou a experiência ainda mais aterrorizante (e menos recomendada pra quem tem coração fraco).
“O jogo que devolveu o ‘horror’ pro survival horror. A família Baker ainda assombra quem jogou.”
Resident Evil Requiem (RE9)
Por que é o número 4: O capítulo mais recente da franquia surpreendeu até os céticos. Lançado em 27 de fevereiro de 2026, Requiem alterna entre Grace Ashcroft, analista do FBI (e filha de Alyssa Ashcroft, personagem do clássico Outbreak), e o veterano Leon S. Kennedy — com a liberdade de trocar entre primeira e terceira pessoa em tempo real. A crítica elogiou o tom sombrio, a atmosfera e o equilíbrio entre survival horror puro nas seções de Grace e ação mais intensa nas seções de Leon. Vendeu 5 milhões de cópias em apenas 5 dias, se tornando o Resident Evil mais rápido a atingir essa marca.
“Grace evitando ameaças com inventário limitado enquanto Leon resolve tudo na porrada. Os dois lados do terror, numa coisa só.”
Resident Evil (1996)
Por que é o número 5: O jogo que literalmente criou o gênero survival horror como conhecemos hoje. A mansão Spencer, os cães zumbis pulando pela janela (trauma coletivo até hoje), o sistema de portas que carregavam entre as áreas — tudo isso definiu uma fórmula que durou décadas. As atuações de voz eram involuntariamente hilárias (“Jill sandwich!”), mas isso só adiciona charme ao clássico. O remake de 2002 no GameCube é considerado por muitos uma melhoria definitiva do original.
“‘Jill sandwich’ entrou pro hall da fama dos piores diálogos mais amados da história dos games.”
Resident Evil 3: Nemesis
Por que é o número 6: Jill Valentine tenta escapar de Raccoon City enquanto é caçada pelo Nemesis — um perseguidor implacável que pode aparecer praticamente em qualquer lugar do jogo, mudando a forma como você pensa cada decisão. O sistema de esquiva e a introdução das munições combinadas trouxeram mais opções táticas, mas o jogo é mais curto e mais linear que o RE2. Mesmo assim, o terror de ouvir “STARS…” ecoando pelos corredores é inesquecível.
“O Nemesis perfeccionou a arte de aparecer exatamente quando você achava que estava seguro.”
Resident Evil Village (RE8)
Por que é o número 7: Ethan Winters tem mais um péssimo dia, dessa vez numa vila europeia gótica dominada por Lady Dimitrescu — que se tornou um fenômeno cultural absurdo da noite pro dia, gerando mais memes do que qualquer chefe de Resident Evil já gerou. O jogo mistura terror gótico com ação mais intensa que RE7, oferecendo variedade entre as diferentes áreas (castelo, vila, fábrica). É divertido, é bonito visualmente, mas perde um pouco da coesão de horror puro do antecessor ao se aproximar demais da ação.
“Lady Dimitrescu sozinha gerou mais conteúdo de internet que jogos inteiros da franquia.”
Resident Evil 5
Por que é o número 8: Chris Redfield vai pra África investigar uma nova ameaça biológica ao lado de Sheva Alomar, num jogo que duplicou a aposta de RE4 no quesito ação cooperativa. O modo co-op é genuinamente divertido com um amigo, mas o terror praticamente desapareceu — virou tiro de cobertura com zumbis. Tecnicamente impressionante pra época, mas o desvio definitivo da franquia em direção à ação pura começou a incomodar fãs que queriam o medo de volta.
“Ótimo jogo de ação cooperativa. Discutível se ainda é ‘survival horror’ de verdade.”
Resident Evil 6
Por que é o número 9 (o último): RE6 tentou agradar todo mundo ao mesmo tempo — quatro campanhas diferentes (Leon, Chris, Jake e Ada), cada uma com tom distinto — e o resultado foi uma colcha de retalhos confusa que não satisfez ninguém completamente. Mecânicas de combate emprestadas de jogos de tiro genéricos, quick-time events excessivos e uma narrativa megalomaníaca espalhada por quatro continentes diferentes. É o ponto mais baixo da reputação crítica da franquia — e o motivo direto pelo qual a Capcom decidiu reinventar tudo com RE7 alguns anos depois.
“O jogo que fez a Capcom perceber: ‘precisamos parar e repensar tudo’. E pensaram. Graças a Deus.”
| # | Jogo | Ano | Estilo |
|---|---|---|---|
| 🥇 | Resident Evil 4 | 2005 | Ação/Horror |
| 🥈 | Resident Evil 2 | 1998 | Survival Horror |
| 🥉 | Resident Evil 7: Biohazard | 2017 | Horror 1ª pessoa |
| 4 | Resident Evil Requiem (RE9) | 2026 | Horror/Ação |
| 5 | Resident Evil (original) | 1996 | Survival Horror |
| 6 | Resident Evil 3: Nemesis | 1999 | Survival Horror |
| 7 | Resident Evil Village (RE8) | 2021 | Horror 1ª pessoa |
| 8 | Resident Evil 5 | 2009 | Ação Cooperativa |
| 9 | Resident Evil 6 | 2012 | Ação |
O padrão da franquia: dois passos pra frente, um pra trás
Reparou no padrão? Resident Evil tem um histórico quase cíclico de acertar a fórmula (RE2, RE4, RE7), se perder um pouco em ação excessiva (RE5, RE6), e depois se reinventar com força total (RE7 depois do desastre do RE6, Requiem consolidando o que RE7 e Village começaram). É raro uma franquia sobreviver 27 anos sendo tão inconsistente e ainda assim tão amada — mas talvez seja exatamente essa inconsistência que mantém os fãs sempre na expectativa de “será que dessa vez eles acertam de novo?”.
Se você nunca jogou nenhum da lista, comece pelo remake de RE2 (2019) — ele moderniza o clássico de 1998 sem perder a essência, e é hoje considerado por muitos a melhor porta de entrada pra franquia. Se você já jogou tudo… bem, só resta esperar o próximo Showcase da Capcom revelar o que vem por aí.
Conta aqui nos comentários se você acha que RE5 merecia estar mais alto, se RE6 não é tão ruim assim, ou se Requiem já deveria estar no top 3. A gente lê (e discute) todos.
- Legenda: Português, Espanhol, Inglês, Francês
- Áudio: Espanhol, Inglês, Francês
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